OS ASPECTOS FONOLOGICOS DA LINGUA PORTUGUESA

Estado de Mato Grosso

Prefeitura de Lambari D'Oeste

Secretaria Municipal de Educação

Escola Municipal Fernão Dias Paes 

 

PORANGABA, SANDRA DE SOUZA MENEZES E

PORANGABA, FÁBIO DE ARAÚJO.

 

OS ASPECTOS FONOLOGICOS DA LINGUA PORTUGUESA

 

 Resumo

 

O presente artigo tem como objetivo tecer algumas considerações a respeito dos aspectos fonológicas presentes na Língua Portuguesa.  A escrita implica na produção de diferentes sons, capazes de modificar o significado das palavras quando há trocas de letras. As sucessivas trocas das letras iniciais implicam na produção de diferentes sons iniciais capazes de modificar o significado das palavras. Essas diferentes letras representam diferentes fonemas, pois como os sons dos pares mínimos são muito semelhantes, através desse aspecto acontecem às chamadas confusões de letras. É preciso que a criança se aperfeiçoe fonologicamente no intuito de distinguir os tipos de sons observando as articulações de cada letra/fonema. Nesse sentido, há uma necessidade de aperfeiçoar a capacidade fonológica para poder escrever ou transformar os sinais gráficos em significados, para isso, requer atividades práticas que desempenham um  importantíssimo papel nas primeiras iniciativas intelectuais da criança.

 

Palavras-chave: linguagem, fonologia, atividades práticas.

 

1 – Introdução

Desde os princípios da existência da humanidade o homem  tem por objetivo dominar o mundo em que vive. Uma das formas dele ter esse domínio é através do conhecimento teórico e cientifico. Este é o motivo pelo qual o homem tem essa necessidade de procurar explicar tudo o que existe. A linguagem é uma dessas coisas. A partir do momento em que o homem procura explicar a linguagem, ele está procurando explicar o que de fato é seu e que de certa forma é parte necessária para o seu mundo e para a sua convivência com os outros seres humanos.

No decorrer da historia da linguagem humana surge a discussão dos parâmetros lingüísticos que há tempos vem sido debatido em diversos níveis, cujo objetivo é mostrar como a fonética e a fonologia estão ligados ao cotidiano. Esse estudo no qual se diz respeito a fonética, teve inicio no fim do século XIX e inicio do século XX e um dos seus percussores foi Ferdinand Saussure, no qual fez uma analise mais detalhada sobre o assunto de extrema importância do padrão sociológico, psicológico e ideológico.

 

2 -  Fonética e Fonologia

Para entendermos os mecanismos lingüísticos dos falantes, é necessário estabelecermos relações de sentidos referentes aos aspectos fonológicos presentes na Língua Portuguesa, isto e, entre fonética e fonologia.  A fonética, ocupa-se de qualquer sons de uma determinada língua, o que se significa admitir que ela ocupa das diversas variantes de um mesma som. A fonética, por sua vez, não se interessa por todos os sons. Para ela, interessa apenas os sons que tem função comunicativa numa determinada língua. Cada som tem a sua própria representação mesmo que não seja distintivo.

As unidades básicas, os fones são transcritos entre colchetes. [p], [t], [k]. Por exemplo, podemos dizer que o p em função comunicativa, pois o fato de ser sonoro o distingue de b, como observamos nas diferenças de pato e bato. Em outros termos, a fonologia se ocuparia do aspecto abstrato do nível abstrato da linguagem, isto e, se ocuparia da representação que os falantes de uma determinada língua tem das unidades mínimas que constituem esse nível. A fonética, se ocuparia do aspecto concreto do nível sonoro da linguagem, isto e, se ocuparia das menores unidades constituintes do nível sonoro. De acordo com Rocha, 

“estes dois ramos da ciência lingüística não se opõem: antes se coordenam e completam. Porque somente com o apoio numa boa descrição fonética é possível depreender-se, com segurança, o quadro dos fonemas de uma língua.” (ROCHA: 1992 p.14)

A partir dessa esfera, é possível aderir direções para esses dois subsídios, a fonética, no qual, estuda os sons da fala e a fonologia que faz o estudo dos sons da linguagem humana. Lembrando, que nem uma se prevalece sobre a outra, pelo contrario há um complemento. Os sinais e os sons são organizados e regulados por um sistema abstrato. Há regras que são gerais universais e aplicam-se a todas as línguas, no entanto há outras regras que são particulares, ou seja, são características de cada língua individual. Portanto, cabe à fonologia o estudo desse sistema abstrato, tanto das regras universais quanto daquelas que caracterizam as diferentes línguas.

Esse significado, que é a fonética e que, portanto, dá uma melhor idéia do que é esse sistema do plano da fala e que apresenta sucessivas regras na parte que ordena os aspectos fônicos da fala, ou seja, a preocupação da distinção da fala que varia de região para região.

Percebemos que a fonética e fonologia são duas ferramentas de suma importância como mecanismo de padronizar e analisar a língua e suas funções. Mediante a esses aspectos que serão abordados a seguir percebe-se as mudanças e os fatores no âmbito do som da fala e a partir disso pode-se aderir aos seus mecanismos.  Para isso, vamos entender a significância do fonema.

3 - Fonemas

Segundo pesquisas o termo “fonema” era empregado pelos neogramáticos e filólogos no século XIX como sinônimo do som da fala. Dessa forma, podemos entender que os fones, são os próprios sons da fala. Os fonemas são os sons que tem função comunicativa numa língua e, portanto, acabam tornando entidades abstratas e constitutivas do nível fonológico de uma língua. Os fonemas combinam-se para produzir, constituir os significantes, exemplo: pato/bato. Os traços distintivos do fonema /p/ e do fonema /b/ possibilitam dois significantes, portanto dois vocábulos fonológicos distintos evocam separadamente dois conceitos e dois signos diferentes. Ainda pode se disser que os fonemas /p/ e /b/ são dois fonemas diferentes, embora possuam valores iguais como consoantes oclusivas bilabiais sendo primeira surda e a segunda sonora. A completa integração dos fonemas e sequências fonológicas se fazem dentro do processo de comunicação.

As mais variadas situações de diálogos, mesmo improvisadas em sala de aula, facilitam a identificação de ruídos e da redundância necessária para eliminá-los, o que só é possível graças a uma habilidade técnica e certo controle, os quais pressupõem familiaridade com os sons da língua. Assim, as cognições e atitudes do aluno, durante o ensino/aprendizagem, interferem radicalmente no processo de integração habitual. Consideramos que uma análise dos núcleos de dificuldades aborda aspectos puramente lingüísticos, enquanto os núcleos comportamentais referem-se a aspectos psicolingüísticos relativos à questão.

Conforme José & Coelho,

Durante a fase pré-escolar, a maioria das crianças ainda apresenta dificuldade em articular determinados sons. Isso é normal, pois somente por volta dos 07 ou 08 anos é que os órgãos da fala têm maturidade suficiente para produzir todos os sons linguísticos”  (COELHO: 1997, p.47).

 

Percebemos que a base lingüística teórica é essencial para determinação das características fundamentais de cada sistema fonológico, descrevendo-as e examinando-as simultaneamente, a fim de detectar-lhe as semelhanças e as diferenças. A interferência no bom desenvolvimento da discriminação auditiva e da articulação vocal no processo ensino/aprendizagem de uma língua pode ocorrer por vários motivos, os quais serão agora apresentados considerando as possibilidades de dificuldades de um falante que tenha como língua materna o português do Brasil.

 

4 - Troca de letras

A maioria dos alunos que apresenta dificuldade na escrita, não tem problemas em entender ou falar palavras com sons trocados. Isto é, ao ouvirem, por exemplo, alguém falar “pote”, não a confunde com “bote”, assim como, ao se expressarem oralmente, articulam bem uma e outra palavra.

Quando os alunos estão aprendendo as convenções do sistema alfabético é comum alguns cometerem trocas entre p e b, t e d, f e v. Essas trocas ocorrem devido ao fato desses sons serem muito semelhantes em sua realização no aparelho fonador e, por isso, ao escrever surgem dificuldades em diferenciá-los. Tecnicamente, esse grupo de letras (P/B, V/F, T/D) é chamado de “pares mínimos”. Segundo Morais,

 Esses sons são produzidos expelindo-se o ar do mesmo modo, do mesmo ponto de articulação, diferindo apenas porque em um (por exemplo, o /b/) as cordas vocais vibram, enquanto no outro som (por exemplo, o /p) elas não vibram. (MORAIS: 2003, p. 29).

 

Assim, pode-se propiciar ao aluno atividades que o auxiliem a realizar essa análise. Ao fazer confronto com as diferentes formas de escrita (FACA e VACA, por exemplo) e ao evidenciar as correspondências letras /som o aluno se dará conta de que, em nosso sistema de escrita, existe uma única e definida letra para notar o som em questão.

Alguns linguistas propõem que só se trata duas classes de sons como fonemas distintos se comutar essas classes entre si, gerando enunciados diferentes. Por exemplo: a classe dos sons representados por /p/ é um fonema distinto de /b/ em português porque pato e bato são palavras com sentidos diferentes. Embora tenham várias características fonéticas em comum, /p/ e /b/ são fonemas distintos no português porque a diferença entre eles é usada na estrutura do idioma para criar enunciados distintos.

Na escrita o p e b são letras parecidas. Quando a perninha desce é um p, mas quando sobe é um b, então subir e descer, descer e subir significa lateralidade e espaço. É muito fácil para os adultos e complicados para as crianças na educação infantil e no ensino fundamental. Uma letra parecida com outro signo gráfico, mas com traçado diferente, pode representar, na leitura, um som diferente e, conseqüentemente, trará outro significado. Quando uma criança não aprende a grafar bem, pode ser uma deficiência de percepção espacial ou de lateralidade como também uma deficiência cognitiva.

As crianças que não conseguem coordenar o movimento ocular com os movimentos das mãos terão dificuldades nas atividades que envolvem a coordenação viso motora olho-mão. Dessa forma, a dificuldade na escrita fica caracterizada, uma vez que os olhos não guiem os movimentos motores da mão, impedindo a criança de perceber por onde deve iniciar o traçado das letras.

Morais, explica que a troca de letras,

É a capacidade de a criança reter os movimentos motores necessários à realização gráfica. À medida que a criança entra em contato com o universo simbólico (leitura e escrita), vão ficando retidos em sua memória os diferentes movimentos necessários para o traçado gráfico das letras. (MORAIS: 1986, p. 34).

 

A questão do ritmo, habilidade importante, gera na criança a noção de duração e sucessão, no que diz respeito à percepção dos sons no tempo. A ausência dessa habilidade pode ocasionar na criança uma leitura lenta, silabada, com pontuação e entonação inadequadas. Na parte da grafia, as dificuldades de ritmo contribuem para que a criança escreva duas ou mais palavras unidas adicionem letras nas palavras ou omita letras e sílabas.

 

5 – Atividades práticas

Os problemas que envolvem os processos de conhecimento fazem com que o professor recorra aos diversos campos de conhecimento existentes, para que consiga da melhor maneira possível desempenhar sua função de “ensinante” e possa compreender o que se passa com a criança que esta aprendendo.

É incontestável a importância das atividades motoras na educação, pois elas contribuem para o desenvolvimento global das crianças. Entretanto, as crianças passam por fases diferentes umas das outras. Cada fase exige atividades propicias para determinada faixa etária. Os movimentos expressam o que sentimos, nossos pensamentos e atitudes que muitas vezes estão arquivados em nosso inconsciente.

JOSÉ e COELHO abordam algumas habilidades individuais para que o professor saiba  amenizar a situação propondo atividades práticas que desenvolvem as habilidades básicas psicomotoras e fonológicas, dando ênfase a esses fatores envolvidos nas trocas de letras. Respeitando o momento e limite de cada um, para que não ocorra insegurança que venha mais tarde influenciar no seu aprendizado.

Verificamos as habilidades da seguinte forma: Esquema corporal: É uma habilidade que implica o conhecimento do próprio corpo, de suas partes, dos movimentos, das posturas e das atitudes. Orientação espacial e temporal: Orientar-se no espaço e ver-se e ver as coisas no espaço em relação a si próprio, é dirigir-se, é avaliar os movimentos e adaptá-los no espaço. Lateralidade: É definida a partir da preferência neurológica que se tem por um lado o corpo, que nos diz respeito a mão, pé, olho e ouvido.

Segundo os autores, o conhecimento e aplicação dessas habilidades faz com que  criança torna-se autora de sua própria existência, num processo dialético de construção do seu próprio universo. Gera e ao mesmo tempo sofre influencia do outro. Na construção do conhecimento, a  inteligência esta a serviço da aprendizagem. É a inteligência quem organiza e estrutura as experiências do ser humano, garantindo a transmissão de conhecimentos de geração em geração, dando continuidade a nossa cultura, que faz parte da história social de cada ser humano.

Destacamos neste tópico alguns pontos das habilidades:

  1. Com as duas mãos simultaneamente:

-          Fechadas;

-          Abertas, palmas para frente;

-          Abertas, dedos separados;

-           Abertas, dedos fechados;

-          Entrelaçadas.

  1. Colocação dos braços:

-          Os braços horizontais e esticados o mais possível;

-           Um braço horizontal e outro vertical;

-          Um braço vertical e outro horizontal, com os dedos para frente.

  1. Com todo o corpo:

-          Perna direita para frente, perna esquerda para trás, braço direito horizontal e braço esquerdo vertical;

-          Outras combinações, as crianças fazendo com os olhos abertos e fechados.

  1. Andar pela sala e pensar na parte do corpo nomeada pelo professor;
  2. Andar pela sala e mexer a parte do corpo nomeada;
  3. Deitar no chão, colocar as mãos embaixo do corpo e sentir o peso;
  4. Estender e relaxar os braços, sentindo a tensão e o relaxamento musculares;
  5. Nomear o que existe na cabeça:

-          Olhos (fechar e abrir);

-          Nariz (expirar e aspirar);

-           Boca (comprimir os lábios);

  1. Andar na ponta dos pés; andar com os calcanhares;

10.  Sentir a pulsação;

11.  Sentir o movimento da barriga;

12.  Fazer brincadeiras com a boca:

-          Soprar em apitos, canudinhos de refresco, bolhas de sabão;

-          Fazer caretas; encher as bochechas de ar;

-          Fazer a língua brincar com os dentes.

13.  Desenvolver a postura correta, sentado e em pé;

14.  Jogo do macaquinho (imitativo);

15.  Brincadeira da estatua;

16.  Música com gestos imitativos;

17.  Pular corda sem esbarrar nela.

 

  • Lateralidade:
  1. Brincar de Macaco Simão, utilizando noções de direita e esquerda;
  2. Delinear e recortar mãos e pés. Colocá-los em uma folha, identificando o direito e o esquerdo;
  3. Colocar uma criança no centro. Pedir outra que fique à direita; outra atrás; outra à frente e outra à esquerda. Batendo palmas as crianças mudam de posição e dizem o nome da nova posição;
  4. Traçar o contorno da mão dominante;
  5. Chutar uma bola até o alvo, com direita e esquerda;
  6. Colocar-se à direita ou à esquerda de objetos da sala de aula;
  7. Jogar uma bola para a direita, para esquerda, para cima e para baixo seguindo as ordens;
  8. Engatinhar contornando objetos nas duas direções (direita e esquerda).

 

  • Ritmo:
  1. Permanecer na ponta dos pés, enquanto se conta até dez;
  2. Levantar e baixar na ponta dos pés;
  3. Pular num só pé, ao som de palmas;
  4. Permanecer num pé só até contar dez;
  5. Pular linhas marcadas no chão, num pé só;
  6. Andar com um livro na cabeça;
  7. Andar sobre linhas marcadas no chão: retas, quebradas, curvas, círculos;
  8. Bater palmas no ritmo do professor (rápido, lento, forte, fraco);
  9. Pular seqüências de obstáculos;

10.  Exercícios acompanhando musicas, com palmas, batidas de pés, gestos variados, com uso de deslocamentos e movimentando diferentes partes do corpo (rodas cantadas, músicas populares, parlendas).

 

  • Coordenação geral e orientação espaço-temporal:
  1. Andar devagar até o fim da sala;
  2. Andar depressa, voltando ao ponto de partida;
  3. Andar devagar e depois correr uma mesma distancia demarcada na quadra. Fazer os alunos perceberem o tempo despendido numa forma e na outra;
  4. Correr, trepar, bater palmas, com ritmo, dentro de um espaço de tempo, em situações relacionadas com:

-          Deslocamento de materiais: cadeiras, bancos, mesas, bolas, etc.;

-          Lançamento de bolas pequenas e grandes, em caixas de diversos tamanhos ou em círculos desenhados no chão.

 

  • Coordenação visomotora:
  1. Exercícios para adaptar a musculatura do braço a movimentos próprios da escrita, não só quanto ao traçado como também à pressão (das mãos e dedos):

-    Abrir e fechar as mãos;

-    Fazer movimentos de tocar piano, controlando a pressão sobre a carteira;

-    Fazer movimentos de pinça com todos os dedos, controlando a pressão;

-     Fazer movimentos de tesoura com os dedos.

  1. Movimentar os olhos de cima para baixo, de baixo para cima, da esquerda para direita, acompanhando com o dedo indicador;
  2. Fazer recortes a dedo ou com tesoura;
  3. Furar cartões com figuras, letras, numerais, formas geométricas;
  4. Ligar pontos formando figuras;
  5. Fazer contornos e colorir com o lápis;
  6.  Colagem: várias formas e cores;

 

            As habilidades bem desenvolvidas fazem com que a criança adquira pouco a pouco confiança em si mesma e melhor conhecimento de suas possibilidades e limites, condições necessárias para uma boa relação com o mundo. Vale destacar que o professor não deve exercer nenhuma pressão sobre a criança, pois qualquer tentativa muito precoce, principalmente com aquelas que têm dificuldades em relação ao espaço, tempo, corpo e lateralidade, pode desencadear insegurança e frear o desenvolvimento.

            A estimulação dos pré-requisitos da psicomotricidade torna o corpo da criança um ponto de referencia básico para a aprendizagem de todos os conceitos indispensáveis a alfabetização. Com a descoberta que tais aspectos influenciam no desenvolvimento da criança, ressaltando também a troca ou inversão de letras está sendo desenvolvida diariamente atividades práticas relacionadas a psicomotricidade como: esquema corporal, espacial e temporal, lateralidade, coordenação visomotora, habilidades visuais e auditivas e rítmica. Percebe-se que essas atividades bem exploradas são fundamentais na compreensão e na formação integral do próprio “eu”.

            O aluno deve aperfeiçoar sua capacidade para definir o fonema na cadeia da fala (o som) para poder escrever ou para transformar as combinações dos sinais gráficos em seus correspondentes significados. As atividades desenvolvidas em sala visam a ajudar o aluno a analisar fonologicamente palavras em que esses sons aparecem, traçando um paralelo com suas formas escritas, como também exercícios articulatórios que vão diferir os sons observando os feixes que articulam no momento da pronúncia das palavras que envolvem as consoantes estudadas.

            Com esse intento, a função é ajudar o aprendiz a analisar fonologicamente as palavras em que ocorrem trocas, explorando as habilidades básicas e evitar que acumulem experiências de fracasso no âmbito de sua aprendizagem.

 

7 - Conclusão

O estudo da linguagem é de grande relevância para quem a usa, pois, só através do reconhecimento dos sons podemos usar os símbolos para descrever a própria língua. Isso demonstra que para que haja comunicação deve haver o significante e o significado.

Enquanto mediador, o professor deve ter clareza da importância do desenvolvimento infantil, na apropriação do conhecimento, hábitos, habilidades e valores. Porém, é importante levar em conta o desenvolvimento da criança enquanto ser social, e os diversos elementos da cultura que está inserida, considerando como referencial a experiência que a criança traz do seu cotidiano, possibilitando desta forma à criança espaço para a reconstrução de outros saberes que contribuirão para a compreensão do mundo.

Para ocorrer a interação social na sala de aula, o educador tem um papel fundamental que é ser o mediador, mas para isto acontecer o professor deve conhecer a criança e o objeto a ser trabalhado e criar situações que “despertem” o interesse.

É preciso que o professor se coloque como participante, que se integre ao processo, que acompanhe a metodologia da atividade, com responsabilidade e conhecimento, para que as atividades a serem passadas aos seus alunos com o objetivo de alcançar o pleno conhecimento sejam elaboradas de forma  rica e prazerosa.  A partir do momento em que os estímulos são adequados ao estágio de desenvolvimento em que a  criança se encontra, as experiências vividas se tornam aprendizagens ricas e duradouras, pois o brincar, quando transformado em instrumento pedagógico, com toda a certeza, favorece a formação da criança para que esta cumpra o seu papel  social.

 

8 - Referências Bibliográficas

GARDNER, Howard. Inteligências múltiplas: a teoria e a prática. Tradução Maria Adriana Veríssimo Veronese. Porto Alegre: Artmed, 1995.

HENRIQUES, Claudio Cezar. Fonética, fonologia e ortografia. Rio de janeiro: Ed. Campus/Elsevier. 2007. 6 p. 2º reimpressão.

JAKOBSON, R. Fonética e Fonologia: seleção tradução e notas, com estudo sobre o autor, por J. Matoso Camara Junior. Rio de Janeiro: Acadêmica, 1972.

JOSÉ, Elisabete de Assunção e COELHO, Maria Teresa. Problemas de Aprendizagem.  São Paulo: Ática, 1997.

 

MORAIS, Antonio Manuel Pamplona. Distúrbios da Aprendizagem: uma abordagem psicopedagógica. São Paulo: Edicon,1986.

 

MORAIS, Artur Gomes de. Ortografia: ensinar e aprender. São Paulo: Ática, 2003.

 

PIAGET, J. A psicologia da criança, Ed. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 1998.

SAUSSURE Ferdinand. Curso de Lingüística geral. São Paulo: Cultrix, 1995.SILVA, Thais Cristófaro. Fonética e Fonologia do Português. São Paulo: Contexto,1999.

WALTIACK, Patrícia. Por que as Crianças trocam de letras ao escrever? Revista Aprende Brasil. Ed. Positivo, ano 2. nº. 8 dezembro/janeiro de 2006.

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